PARADOS NO TEMPO
Tenho uma posição bastante crítica às formas de atuação e organização dos sindicatos no Brasil. Fundamentais na reconstrução democrática do país nos anos de 70 e 80, perderam força durante a onda neoliberal predominante na década de 90. E mais: perderam o rumo, o foco. Em tempos do Lula Presidente, os sindicalistas contemporâneos defendem às mesmas bandeiras da era de Lula Sindicalista.
EMPREGO
Por conta da legislação, os sindicatos também viraram uma boa profissão. Em alguns deles, só para ficar em Blumenau, dirigentes ganham mais de R$ 5 mil. E quase todos tem interesses políticos, além das questões pertinentes somente à categoria.
FORA DE SINTONIA
Falo isto para dizer que discordo muito da linha de atuação do sindicato dos jornalistas de SC e da própria Federação Nacional dos Jornalistas, apesar de respeitar e considerar indispensável a participação dos sindicatos como atores sociais de uma democracia. Mas acho as posturas panfletárias, atrasadas e desorganizadas. E por isto sem eco nos profissionais e estudantes. Muito menos na sociedade.
DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS
Além de tudo, para encerrar e finalmente ir ao motivo que me leva escrever estas frases, tenho divergências com relação à representatividade e atuação do nosso representante sindical Aristeu Formiga. Mas tudo isto escrito não me impede de reconhecer seu discurso hoje na Tribuna da Câmara onde protocolou e garantiu uma moção dos vereadores em defesa da obrigatoriedade do diploma para a profissão de Jornalista. Sintetiza a fantástica transformação dos dias atuais, que no futuro, será estudada tanto quanto é, ainda hoje, a Revolução Industrial.
DO FORMIGA
“A sociedade em que vivemos mudou radicalmente em relação há dez anos. Passamos de um modelo onde a produção fabril deu espaço à sociedade da informação. Hoje o ativo profissional informacional é mais importante ou tão igual ao ativo patrimonial. Nós vivemos da sociedade do conhecimento, onde o conhecimento cada vez mais é um ativo importante na construção de carreiras, na construção e defesa da cidadania. Neste sentido, requer-se mais do que nunca, a profissionalização de todas as ações. Não existe mais espaço para voluntarismo, mesmo na área de comunicação”
“O profissionalismo se faz aprendendo na universidade, porque a sociedade precisa ser informada. É um direito ter acesso à boa informação, que se aprende na escola, onde também se aprende ética, técnica, fundamentos de como falar, fundamentos da língua e cidadania”.
RESUMO
Não há vida hoje sem informação e cada vez mais é preciso de profissionais capacitados para processá-la e repassá-la. Esta é a tarefa do curso universitário e por isto a importância do diploma. (AG)