PUXADO E CONCORRIDO
Foram pouco mais de duas horas de solenidade para um teatro Carlos Gomes quase lotado. As principais lideranças políticas, empresariais, de associações de classe e entidades, além de boa parte da Imprensa, estiveram na cerimônia de passagem de cargo da Acib.
OS PROTAGONISTAS
O governador Luis Henrique (PMDB), a senadora Ideli Salvatti (PT) e o senador Raimundo Colombo (DEM), os deputados federais Décio Lima (PT) e João Pizzolatti (PP), o prefeito João Paulo (DEM),e o deputado estadual Giancarlo Tomelim (PSDB, representando a Assembléia Legislativa) e o presidente da Câmara Municipal Jens Mantau (PSDB) foram algumas das personalidades políticas que compuseram a mesa, além dos anfitriões Ricardo Stodieck e Ronaldo Baumgarten Junior.
DETALHE
Não é da minha área, mas é preciso que os “protocolos” em geral revejam suas regras. Foram sete discursos ao longo da noite. Em todos, quase todas as autoridades foram citadas. Tenho a certeza que caso descobrissem uma forma única para os oradores saudarem os presentes, este tipo de solenidade demoraria pelo menos meia hora menos. Um ganho para todos.
DIFERENÇAS
Stodieck e Baumgarten possuem personalidades diferentes e é possível perceber até pelo discurso. Com a autoridade de quem sai com respeito da comunidade, o agora ex presidente afagou com uma mão e bateu com outra. Foi mais incisivo. O novo comandante falou sobre as mesmas questões, porém de forma mais comedida.
COSTURA
Para o público certo, Stodieck lembrou uma máxima bem comum nas rodas de conversa. Políticos falam mal de empresários e empresários de políticos. E para tentar desmistificá-la, o presidente que deixa o cargo enfatizou seu balanço de quatro anos de gestão na busca do entendimento político nas diferentes esferas de poder, independente do partido. Assim foi com o presidente Lula, através da senadora e o PT; o PMDB de Luis Henrique e o Democratas, do prefeito João Paulo. E cada uma destas lideranças foi citada no discurso de despedida, com um agradecimento público.
SEM PANOS QUENTES
Mas foi contundente em algumas questões, como a dificuldade para a construção da Ponte do Vale, em Gaspar, e sobre a situação da segurança pública em Blumenau. Stodieck criticou na frente do seu futuro chefe, o governador, o fato que a descentralização não existe na segurança pública.
NOVA MISSÃO
Nesta terça-feira Ricardo Stodieck já dá expediente em seu novo cargo, na diretoria técnica da SC Parcerias. Com um objetivo claro e público. A viabilização de um bom aeroporto para o Vale e região Norte do Estado.
O FUTURO
O novo presidente defendeu a criação da região metropolitana do Vale como um importante fator de desenvolvimento. Lembrou as obras necessárias, como o anel de contorno de Gaspar e o novo traçado da SC 474 ligando a Via Expressa à Vila Itoupava. Defendeu mais investimentos na saúde e na segurança e obviamente, como bom empresário, reclamou da carga tributária brasileira.
COM A PALAVRA,
Na sequência falaram as “autoridades” e como escrevo tarde da noite vou resumir os discursos às promessas feitas. Até para que a gente anote e cobre no futuro.
O PREFEITO,
João Paulo foi o mais comedido, mas sinalizou um horizonte que não depende dele e sim do Estado. Anunciou a doação de um terreno para a construção do novo quartel da PM. Que segundo ele representaria um efetivo de mais 200 policiais, como se este reforço estivesse sobrando. Fica na Zona Norte.
A SENADORA,
Ideli Salvatti afirmou que o responsável pelo DNIT de Santa Catarina, João José da Silva, lhe garantiu que a construção do Viaduto da Via Expressa começa ainda este ano. Não entendi se será o projeto executivo, como o assinado hoje para a BR 470, mas de qualquer forma ficarei de olho.
E O GOVERNADOR;
E para finalizar Luis Henrique prometeu trazer para Blumenau na semana que vem (palavras dele) a cúpula da polícia para discutir o efetivo da cidade. Ele estará junto e se descobrir que a cidade foi injustiçada, resolve a situação em um canetaço. Então tá.